Chilling out between London's practice and knowledge.
Friday, 11 April 2014
Wednesday, 9 April 2014
Yelena Popova: Drying Time & Sam Austen: Such Animals
Yelena Popova: Drying Time
Sam Austen: Such Animals
Paradise Row
Much, much, much grandiose at La Conservera (curated by Pablo del Vale) another work from another artist, than Sam Austen's work at Paradise Row Gallery. Probably is due to the disagreeable intense smell of cheap perfume which emanates by the watch sales assistant at Selfriges, or could it be from that huge mountain of wannabe artists, tawdry curators, and pretentious gays, i.e., twats! Flooding the space, which looks a lot like an aquarium, with that big window that is never used. The inside, while remaining inside, should extrapolate to the outside. And it doesn't.
Sam Austen: Such Animals
Paradise Row
Much, much, much grandiose at La Conservera (curated by Pablo del Vale) another work from another artist, than Sam Austen's work at Paradise Row Gallery. Probably is due to the disagreeable intense smell of cheap perfume which emanates by the watch sales assistant at Selfriges, or could it be from that huge mountain of wannabe artists, tawdry curators, and pretentious gays, i.e., twats! Flooding the space, which looks a lot like an aquarium, with that big window that is never used. The inside, while remaining inside, should extrapolate to the outside. And it doesn't.
Viennese Season: Feminism
Viennese Season: Feminism
Richard Saltoun Gallery
Put Valie Export work aside of Helena Almeida's photographs and we see the influence from the Viennese dialogue, and the conservatism of Portuguese ruptures. Put Friedl Kubelka's diaristic journey side by side to Pedro Cabrita Reis, and you would see the strength of Cabrita Reis' work.
Richard Saltoun Gallery
Put Valie Export work aside of Helena Almeida's photographs and we see the influence from the Viennese dialogue, and the conservatism of Portuguese ruptures. Put Friedl Kubelka's diaristic journey side by side to Pedro Cabrita Reis, and you would see the strength of Cabrita Reis' work.
"An exhibition presenting the work of VALIE EXPORT and Friedl Kubelka, both artists who positioned their art at the centre of artistic debates of subjects of gender, the body and politics."
VALIE EXPORT (b. 1940, Linz, Austria): EXPORT's iconic work Touch Cinema (1968), in which she constructed a Styrofoam box and placed it over her chest, inviting passersby to reach in and touch her breasts, still resonates for its shock-value and use of experimental mediums. A recipient of the Grand Gold Decoration for Services to the Republic of Austria (2010), her work was included in the 53rd Venice Biennale (2009). Solo exhibitions include Centre George Pompidou, Paris, (2008) and Kunsthaus Bregenz, Bregenz, Austria (2011).
Friedl Kubelka (vom Gröller) (b. 1946, London, UK): Born in London to parents seeking political refuge, Kubelka spent her childhood in East Berlin before her parents settled in Vienna. She studied industrial photography at the Graphic Instruction and Research Institute, Vienna, from 1965 to 1969. She later founded her own 'School of Artistic Photography' in the city (1990), and the School for Independent Film (2010). She was awarded the State Prize for Photography in 2005, Austria's most prestigious photography award, and has had solo exhibitions at the Centre George Pompidou, Paris (1980), Fotogalerie, Vienna (2004), and the Nederlands Fotomuseum, Rotterdam (2005). Her films have been screened at: Generali Foundation, Vienna; Anthology Film Archives, N.Y.; documenta 12; Austrian Film Museum; Toronto Film Festival (2009, 2010); Hong Kong Film Festival (2010, 2011); Diagonale (2009, 2010, 2011); 6th berlin biennale; Retrospektive MEDIA-CITY, Canada 2010. The artist is referred to as Friedl Kubelka when referencing her photography and Friedl Vom Gröller in relation to her filmography.
Friday, 4 April 2014
Michael Riedel: Laws of Form
Michael Riedel
Laws of Form
David Zwirner
Laws of Form
David Zwirner
Darling, you don't go into an opening with a pen and paper, taken notes about the artworks with the intention of doing a critic or review. It is a not do! You do it a couple of days later. Definitive not on the opening day because, apart from all the booze and social buzz, how can you see whatever in a packed room.
Second, it does look like more that I'm Scream London, with all the trendy, or not so much, people from the music world on an Grammy's nights, celebration the Rolling Stones half-century success, rather than on an opening of an exhibition. I'm so glad!
Nice building, nice clean wall, as someone said recently - a White-Chelsea -, and nice kiss in the British' ass.
«Michael Riedel was born in 1972 and currently lives and works in Frankfurt, where he received a Meisterschüler at the Städelschule in 2000. Since joining David Zwirner in 2004, the artist has had four solo exhibitions at the gallery in New York: Neo (2005), Filmed Film (2008), The quick brown fox jumps over the lazy dog (2011), and PowerPoint (2013).
In 2013, Riedel was invited by the Palais de Tokyo in Paris to create a series of three site-specific installations in the museum’s event space. Currently on view is the first presentation, Jacques comité [Giacometti], for which the artist covered the walls and floor with 4073 “o’s” extracted from the transcript of a recording made during the deinstallation of a Giacometti exhibition at the Hamburger Kunsthalle. The artist’s second installation, titled Dual air [Dürer], opens April 24, 2014, and repurposes materials from a recent Albrecht Dürer show at the Städel Museum, Frankfurt.» [...MORE...]
Thursday, 3 April 2014
Tuesday, 1 April 2014
Review: John Akomfrah, Phoebe Boswell and Rashaad Newsome
John Akomfrah, Phoebe Boswell and Rashaad Newsome
Carroll / Fletcher (Londres)
A exposição na Carroll / Fletcher termina dia 10 de Abril de 2014.
Published at Molduras: as artes plásticas na Antena 2: John Akomfrah, Phoebe Boswell and Rashaad Newsome
Carroll / Fletcher (Londres)
| Phoebe Boswell, The Matter of Memory, 2013-14 installation view |
De uma forma geral, quando penso sobre a família, surge-me a imagem de um grupo de pessoas composto por mais de uma geração, e o qual têm uma singular paixão por viveram em conjunto. Independentemente do carácter individual de cada qual, dos defeitos, frustrações e qualidades. Num domingo à tarde a família reúne-se num salão para estar. Filhos, pais, tios e tias, avôs e netos, sobrinhos e primos, cunhados, sogros, genros e noras, estão rodeados por memórias, momentos intangíveis vividos entre aquelas quatro paredes, ou objectos ou imagens que reportam a momentos únicos vividos fora desse espaço íntimo, privado, como imagens de animais que enfrentamos e conquistamos, enquanto o almoço é servido e os cães dormem em frente da lareira. Num âmbito mais académico, considero o que o professor de ciência política, Benedict Anderson, escreveu sobre as comunidades imaginadas; enquanto, num contexto mais vulgar, o nacionalismo banal, pelo também professor de ciência política, Michael Billig. Durante muito tempo na nossa vida não existe qualquer outro sistema possível de ser comparável. Não temos ainda esse conhecimento. O mundo é e compreende-se unicamente a e esse espaço indivisível e indestrutível.
Por esta razão a família com o passar do tempo torna-se, do ponto de vista de quem está em crescimento, o mundo para com o qual ela tem de se revoltar. De ser do contra. Queremos introduzir eventos que causem interrupções na actividade e dinâmica que envolve o funcionamento e posicionamento deste sistema de governo. Este descontentamento critico para com a sociedade, em geral, e, para com a noção família, em particular, surge quando considero os efeitos tanto políticos como culturais associados com a noção de identidade. Especialmente, após considerar o que John Akomfrah (1957, Gana), Phoebe Boswell (1982, Kenya) e Rashaad Newsome (1979, USA) apresentam na galeria Carroll / Fletcher (Londres). Os trabalhos apresentados examinam as impressões que as nossas origens históricas e culturais têm tanto ao nível pessoal como na construção e definição da sociedade contemporânea: o simbolismo (sexo, carros, e joias, ou poder, performance, e pertença) associado à cultura Hip Hop Afro-Americana, e explorado através de filmes, animações, colagens e esculturas (2011-2013), por Newsome, é demasiado evidente. Durante muito tempo, quando somos e estamos na posição crítica, de encontrar os defeitos dos sistemas de governo estamos nada mais do que a fazer critica à nossa família.
| Rashaad Newsome, Herald, 2011 |
Naturalmente, a família inspira-nos a procurar e a encontrar os defeitos, a anular e a destruir, para mais tarde voltar a construir um sistema similar. Um sistema que mimique o que existia anteriormente, replique as regras e valores que atribuem a força e poder a este sistema que nos é familiar. Sejam essa questões relacionadas com a quadra natalícia ou uniões matrimoniais, antecedências políticas, fidalgas ou aristocráticas, ou o repartir da riqueza de forma igual. O rebelde é então aquela pessoa que necessita que o mundo continue igual para continuar a insurgir-se contra, não é um revolucionário que quer alterar a ordem do mundo ou mesmo um inovador. Ele é simplesmente um conservador-hipócrita. E é essa paixão, essa frustração que identifica o que é do domínio da condição da família que é poeticamente revelada por Newsome, em Shade Compositions (2012). O artista actua como o conductor de uma performance ao vivo (composta por gestos, movimentos e vocalizações repetidas) que, ao misturar o som – como um ‘Disc-Jockey’ – faz alusão à improvisação numa composição orquestrada.
A forma como lidamos com essa frustração é que revela a nossa atitude para com a vida. Se continuamos indolentes, personificados pelo que criticamos ou nos movemos para outros campos de possiblidades discursivas e relacionais. No momento em que concebemos a nossa família é que começamos a perceber porque é que se dá início a guerras e existem conflitos. Os campos de possiblidades abrem-se ou tornam-se ínfimos. É aqui que A questão da memória [The Matter of Memory] (2013-2014), de Phoebe Boswell, é oportuna e pertinente para este momento. Uma sala cheia de engenhos mnemônicos, um espaço onde a família está. Pois a memória é um testemunho com o futuro em mente. Apesar de cada vez mais necessitarmos de engenhos para registar, arquivar e manter de uma forma anátema, a memória depende das experiências, eventos, acontecimentos e sensações únicas, irrepetíveis, indivisíveis e indestrutíveis. Ela responde às histórias contadas no presente. De repente criamos uma instalação multissensorial na sala de estar, enquanto recordamos e recontamos esses momentos passados. A evidência que nos transporta para o lugar do crime. Para quando éramos rebeldes, quando nos insurgimos contra os sistemas de poder institucionalizados. Os desejos que vimos reprimidos são replicados de uma forma bitransitiva: nós somos o objeto directo da frustração, como o objecto indirecto, repercutido através das gerações anteriores e dos nossos descendentes. O assunto, na instalação vídeo de John Akomfrah, Transfigured Night (2013), onde o artista reflecte sobre o alheamento instintivo nos deslocamentos das histórias pós-coloniais.
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| John Akomfrah, Transfigured Night, 2013 (video-still) |
No entanto, o acto de recordar está dependente da forma como recordarmos. Recordamos o que queremos recordar da forma correcta? Ou, recordarmos o que mais nos interessa recordar de uma forma virtuosa? Recordar de uma forma correcta dá-nos a vida que queremos, mesmo que isso implique a alteração da realidade à qual nos estamos a reportar. Ou seja, o intuito natural final é não nos lembrarmos, porque fazemos uma selecção dos momentos que queremos recordar e esquecemos os restantes. Esquecemos que existem outras memórias, outros espaços com outras validades e campos de possibilidades.
A exposição na Carroll / Fletcher termina dia 10 de Abril de 2014.
Published at Molduras: as artes plásticas na Antena 2: John Akomfrah, Phoebe Boswell and Rashaad Newsome
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