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Tuesday, 6 April 2010

Vendas sólidas em Maastricht

A feira de arte TEFAF Maastricht é frequentemente descrita como «um museu onde tudo está à venda e onde os comerciantes, em exposição, apreciam o facto de a feira ser levada a sério pelos museus de todo o mundo».

Além dos 171 aviões privados que aterraram no aeroporto de Maastricht/Aachen (82 jactos privados só no primeiro dia) durante o decorrer da feira, mais de 150 representantes de museus de 17 países, como foi o caso do National Gallery of Art de Washington DC (EUA), a visitar a feira.

Na secção de arte moderna e contemporânea a galeria Hauser & Wirth (com espaços em Zurique, Londres e Nova Iorque) vendeu uma pintura (Sem Título, 1960), de Eva Hesse, por €550 mil, enquanto a Gallery Thomas (Munique), vendeu um guache (Walking Couple, 1916) de Wassily Kandinsky (1866-1944), avaliado em cerca de €400 mil.

A nível das antiguidades, o comerciante Rupert Wave (Londres), vendeu uma máscara em madeira de uma múmia egípcia (1069-715 a.C.), com o preço de €150 mil, a um coleccionador privado.

De acordo com informações facilitadas pela organização da feira, «as vendas foram fortes, em particular as obras novas no mercado.»

Os diferentes espaços Schengen
A globalização gerou uma cultural acessível a todos. Na Europa, o espaço Schengen representa um território no qual a livre circulação das pessoas garante o acesso a esse sonho modernista de uma humanidade única. Mas, afinal, porque é que a diversidade cultural deve ser preferível à partilha de uma única cultura, comum a todas as pessoas? As imagens fotográficas de Délio Jasse (com preços aproximadamente de mil euros, por cada peça) reflectem as raízes do passado colonial português e as delimitação das exclusões internas e das inclusões externas que estão reflectidas. Questionam a autoridade policial e judicial que garante a segurança no espaço Schengen, mas também a diversidade cultural nacional.

Published at NS'221/IN#117, Mercado da Arte (68), (Diário de Notícias N.º 51495 e Jornal de Notícias N.º 306/122), 3 de Abril de 2010, Portugal. TEFAF Maastricht 2010, Foto: Bastiaan van Musscher; Délio Jasse, Voo Luanda-Lisboa (emulsão fotográfica sobre papel fabiano, 200x140cm), 2010. Courtesy Galeria Baginski

Tuesday, 9 March 2010

Gauguin e Mariza em Maastricht

É a TEFAF (The European Fine Art Fair) que estabelece o padrão para todas os outras feiras e exposições das diversas formas de arte. Presentes na feira estão 165 especialistas internacionais, de diferentes áreas, que constituem os 16 comités de acessibilidade e veto. Estes analisam os mais de cinquenta mil objectos disponíveis para venda pela sua qualidade, autenticidade e condições de forma a garantir a elevada marca identificadora que tem caracterizado a feira de Maastricht (Holanda).

Se por entre as múltiplas presenças os nomes do pintor Paul Gauguin (óleo Deux Femmes, de 1902, está à venda por 18 milhões de euros na Dickison) e da fadista Mariza (concerto no dia 16 de Março) são os mais facilmente reconhecidos do grande público, Luís Alegria (especialista em porcelana chinesa desde o século XV a XIX, mobiliário dos séculos XVII e XVIII e azulejaria portuguesa dos séculos XVII a XIX), do Porto; e Jorge Welsh Porcelana Oriental e Obras de Arte (especializado em porcelana chinesa e obras de arte relacionadas com a expansão territorial portuguesa em África, China, Índia e Japão), com espaços em Lisboa e Londres, são os únicos dois expositores com ligações a Portugal a participar na 23ª edição da feira.

Com mais de 31 mil metros quadrados, a mais importante feira mundial de arte e antiguidades mundial está dividida em nove secções (Antiguidades & Obras de Arte, Pinturas, Desenhos & Impressões, Arte Moderna, TEFAF Design, TEFAF em Papel e TEFAF Showcase), cada uma a representar uma determinada forma de arte e antiguidade. Oriundos de 17 países, são 263 os negociadores de arte e antiguidades reunidos durante uma semana em Maastricht. Com 239 negociantes, a feira, em 2009, atraiu mais de 67 mil visitantes.

Published at NS'217/IN#113, Mercado da Arte (70), (Diário de Notícias N.º 51467 e Jornal de Notícias N.º 278/122), 6 de Março de 2010, Portugal. Paul Gauguin, Deux Femmes, 1902. Courtesy Dickinson 2010

Tuesday, 17 March 2009

A mais bela montra de arte

Nos meses mais recentes as vendas de arte contemporânea têm sofrido um decréscimo mas outros sectores do mercado artístico, como o dos grandes mestres, têm apresentado vendas fortes e significativas. É visível, também, a tendência de reforçar a ligação entre as diferentes áreas especializadas da história da arte.

Enquanto na National Gallery (Londres), as obras de Pablo Picasso estão organizadas de forma a encetar um discurso com os grandes mestres dispostos pelas múltiplas salas da galeria; um outro exemplo, nos próximos dias, é a possibilidade de poder encontrar a Cabeça de um Filósofo com Chapéu Vermelho (do século XVIII), por Giandomenico Tiepolo (filho de Giovanni Battista Tiepolo), ou a fotografia The Ladder (A Escada), de 1844, de William Henry Fox Talbot, junto de Bill Viola ou de outras peças de arte contemporânea apresentada por galerias como a Haunch of Venison ou a Hauser & Wirth, também em Londres.

Os 239 dealers de arte e antiguidades, originários de 15 países (Luis Alegria, e Jorge Welsh Porcelain & Works of Art, de Portugal, são dois dos expositores) e presentes na mais bela montra de arte do mundo regressam aos temas tradicionais da história da arte.

A 22ª edição da TEFAF Maastricht, abre as suas portas ao público este fim-de-semana e permanece aberta até dia 22 de Março.

Published at NS'166/IN#062, Mercado da Arte (70), (Diário de Notícias N.º 51207 e Jornal de Notícias N.º 280/121), 14 de Março de 2009 Portugal © Bill Viola, Ttransfiguration, 2007 Courtesy: Haunch of Venison, Kira Perov e Bill Viola