Showing posts with label 2010. Show all posts
Showing posts with label 2010. Show all posts

Saturday, 11 December 2010

newsfrom...201012


With approximately fifteenth thousand visitors to Lisbon Art Fair - these belong to their public more than to entrepreneurial business associations or hollow promotion strategies implemented by ramshackle houses - the market has surprised everyone. Apart for the supranational reasons that had keep occupied the national and global media at the previous fair's place, the paradox lies in that although Portugal is living through moments of deep sociological crises and in a time of intense financial difficulty, art lovers came and have bought a lot more than in previous years, whilst collectors and art dealers have engaged in greater than normal financial risks. Gladly! People understand that if they have cash it is better to buy art works - instead of putt it in a bank which bring very little interest, while the stock market is a tricky place to gamble. In the end, art and real estate are very good investment funds. Art is not only a good investment, but you will have an artwork on your wall which you can look at everyday and which brings awesome pleasure.

Friday, 12 November 2010

newsfrom...201011

A boa notícia relativa à edição deste ano da Arte Lisboa é que vamos ter um novo local de exposição. A feira de arte realiza-se no Pavilhão do Rio do Centro de Congressos de Lisboa (a antiga FIL), um espaço mais condizente e que reflecte melhor a vitalidade da cena artística portuguesa, do que o seguidismo-ibérico e obtuso espaço no Parque das Nações.

Uma alteração devido mais às contigências do momento, a cimeira da NATO, do que às capacidades de gerência em melhorar um serviço, promover uma experiência. Ou seja, um "desenrascanço" bem Português.

Depois de frívolos ciclo de conferências, inócuos show-rooms, este ano a atenção volta-se para uma plataforma paralela mais acessível de criadores emergentes e de artistas com carreiras afirmadas, e para os espaços alternativos de apoio à criação artística... (pelo quinto ano consecutivo, a FIAC e o Museu do Louvre apresentaram no coração do Jardin des Tuileries, o seu programa de obra de exteriores. Estavam reunidos vinte e oito projectos, uma combinação de instalações, esculturas, performances e obras sonoras, que tomavam forma ao interactuar com o público)

Para quando uma estratégia de interesse comum em defesa do mercado da arte contemporânea português, uma linha orientadora exportadora?

A segunda notícia sobre este evento, é que não há mais notícias sobre este evento ... a não ser que ...

Monday, 4 January 2010

A arte contemporânea é um clube, um estilo de vida

Como devem as instituições assumir e exercer a sua responsabilidade para com a sociedade em geral?

A década de noventa do século passado representou um enorme crescimento económico a nível mundial. Existia uma grande quantidade de pessoas com liquidez financeiro e de outros tipos de riqueza a querer comprar arte. Por todo o lado surgiam mostras, exposições e eventos bienais sobre arte contemporânea. Durante a última década, outra forma de relacionamento surgiu no mercado da arte, complementar aos mercados alternativos e às feiras de arte por todo o mundo: quando uma pessoa comprava obras de arte estava também a comprar o ingresso para todos estas manifestações pontuais – ao adquirir arte contemporânea fazemos parte de um clube, pertencemos a uma comunidade global com um estilo de vida organizado em função do objecto de arte como elemento capital de um mundo.

À medida que a globalização avança, a prática de desenvolvimento cultural ao nível da comunidade é cada vez mais reconhecida como um poderoso meio de despertar e mobilizar alternativas aos valores culturais impostos. Em 2009, durante um período economicamente pouco favorável, muitos analistas do mercado, e neste caso particular do mercado artístico, colocaram questões sobre as causas da crise financeira, mas também sobre as suas consequências. Especialmente relevante é a questão sobre como devem as instituições orientar e dirigir as suas atenções. Nomeadamente sobre a gestão no mercado artístico como uma forma de estudos culturais, onde existem três obrigações a cumprir: o propósito e a missão; ser activo e lucrativo; e tem de assumir e exercer a sua responsabilidade para com a sociedade em geral. Os três apontamentos apresentados são um perspectiva sobre 2010, enquanto procuram responder a esta questão.

A curto prazo, o mercado da arte apresentou uma série de consequências na forma de: fragmentação e disseminação das feiras de arte em eventos mais pequenos, mais específicos e especializados; despedimentos em espaços comerciais e públicos de exposição; redução geral do nível dos preços (entre trinta a quarenta por cento); encerramento de galerias; e a incapacidade dos fundos de investimentos transformarem a arte numa mais valia económica (os valores estão substancialmente mais baixos, podem valer um terço do preço de aquisição).

Novas atitudes e atenções
Numa atitude distinta da que nos tinha habituado nos último anos o Centro de Arte Moderna José Azeredo Perdigão (CAMJAP), da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), vai oferecer uma nova perspectiva programática sobre o seu papel na sociedade contemporânea portuguesa. A nomeação de Isabel Carlos para directora do Centro traz para esta instituição uma linha de orientação diferente (uma nova geração de artistas como Vasco Araújo e Ana Vidigal, ou as irmãs britânicas Jane e Louise Wilson), de modo a reconquistar a sua importância no campo das artes plásticas em Portugal, e a atenção da comunidade artística ao optar por uma programação mais atenta à sua própria particularidade de referência no universo artístico. Para além do CAMJAP, também o Museu do Chiado (Helena Barranha foi nomeada como nova directora para o Museu Nacional de Arte Contemporânea) vai sofrer do mesmo efeito.

Exposição dos artistas
Entre comprar discriminadamente (porque não se quer perder nada) e ter um foco (comprar o que realmente se deseja), uma colecção normalmente apresenta traços e característica definidas por um curador, em sintonia com o coleccionador. Enquanto desenvolve o trabalho de comissariado na fundação constituída pela sociedade de advogados PLMJ (Lisboa) e no Centro de Artes Visuais (Coimbra), Miguel Amado é dos curadores que mais tem feito pela projecção internacional do mercado português durante estes últimos anos: depois de estar presente, com Filipa Oliveira, em Outubro, na feira de arte Frieze (Londres), com um projecto sobre a economia de mercado, em Fevereiro ambos participam com outro projecto na feira de arte Just Madrid; em Março, inaugura a exposição Sem Rede, a primeira antologia dedicada à artista Joana Vasconcelos, no Museu Berardo; e em Junho, no Museu da Cidade apresenta uma plataforma discursiva sobre a «filosofia do dinheiro».

Formação de públicos
Ocasionalmente, por todo o país, surgem organizações artísticas independentes sem fins lucrativos, activamente à procura de formas de aumentar a participação nas artes. Há sempre um espaço que perdura para além da efemeridade da moda e das tendências ao conseguir formar e fidelizar novos públicos. Se o espaço Galeria Zé dos Bois é o legítimo herdeiro do espírito da década de noventa do século passado, e com 15 anos vê o seu trabalho reconhecido institucionalmente, para a década que agora termina o espaço Carpe Diem Arte e Pesquisa aparece como o seu representante. Criado em 2009, o Carpe Diem é um espaço com uma programação incisiva ao reunir e disseminar na comunidade local parcerias afirmativas da transformação da comunidade, através obras de artistas contemporâneos, como Dominique Gonzalez-Foerster, Fernando Sánchez Castillo, Nuno Sousa Vieira ou João Tabarra, por exemplo.

Published at NS'208/IN#104, Mercado da Arte (62), (Diário de Notícias N.º 51406 e Jornal de Notícias N.º 215/122), 2 de Janeiro de 2010 Portugal Ana Vidigal, Pensas que o sexo terá importância?, 2009 e Fernando Sánchez Castillo, Dialéctica da Cortesia, 2009 Courtesy Galeria 111; DMF, Lisboa (para o Coração Independente de Joana Vasconcelos); Carpe Diem Arte e Pesquisa e Fernando Piçarra