Wednesday, 21 April 2010

Tuesday, 20 April 2010

México contemporâneo

Mais de nove dezenas de galerias estão reunidas na cidade do México para a sétima edição da ZonaMaco México Arte Contemporâneo. A Graça Brandão (Lisboa e Porto), inserida no programa principal da feira, e Cristina Guerra (Lisboa), em representação do artista angolano Yonamine – convidado pelo curador brasileiro Adriano Pedrosa para integrara a proposta ZonaMaco SUR (composta pela apresentação de artistas do hemisfério sul) –, são as duas galerias de arte nacionais presentes nesta reunião do mundo da arte. Alem destas e das representantes locais, como a Kurimanzutto, OMR ou Proyectos Monclova, estão também presentes galerias oriundas dos grandes centros mundiais, como a Alexander and Bonin (Nova Iorque, EUA), Barbara Thumm (Berlim, Alemanha), Sadie Coles (Londres, UK), ou dos mercados emergentes, como as galerias Nara Roesler e a Vermelho (São Paulo, Brasil), A Gentil Carioca (Rio de Janeiro, Brasil), ou o espaço Revolver (Peru).

A ZONAMACO é considerada uma das mais importantes feiras de arte da América Latina. Com um programa apresentado em conjunto com várias instituições locais, o Museu de Arte Moderna e a Fundación/Colección Jumex, a ZonaMaco espera receber mais de 25 mil visitantes durante estes quatro dias.

Colónia e Bruxelas
Durante os próximos dias realizam-se as feiras de arte contemporânea de Colónia (21 a 25 de Abril) e Bruxelas (23 a 26 de Abril), na Alemanha e na Bélgica, respectivamente.
A terceira edição da feira de Colónia, organizada pelo antigo galerista de Los Angeles (EUA) Daniel Hug, apresenta 222 expositores, dos quais 180 são galerias de arte moderna, do pós-guerra e contemporânea, originárias de 22 países. Dados referentes a 2009 registam 56 500 visitantes. A feira de Bruxelas, com 174 stands originários de 24 países, está incluída a galeria Filomena Soares, de Lisboa, espera a visita de mais de trinta mil coleccionadores, críticos, jornalistas e entusiastas da arte de várias partes do mundo.

Published at NS'223/IN#119, Mercado da Arte (70), (Diário de Notícias N.º 51509 e Jornal de Notícias N.º 320/122), 17 de Abril de 2010, Portugal. Vista da Zona Maco 2009 Courtesy Zona Maco; Vasco Araújo, All that Falls, 2009 Courtesy Galeria Filomena Soares

Monday, 19 April 2010

Artes e desenvolvimento económico

As autarquias têm apostado no desenvolvimento de actividades artísticas, de forma a criar um produto turístico cultural diferenciado.

Portugal sofre de um problema de dívida tanto pública como do sector privado. Uma forma encontrada para solucionar esta situação tem sido a aposta no desenvolvimento e na implementação de actividades e acções de índole cultural e artística, de forma a criar um produto turístico cultural diferenciado, de cariz singular. A concepção de manifestações culturais diversificadas que atraem as massas é uma das ferramentas utilizadas pelo sector público, sejam esses eventos de projecção internacional, como a Capital Europeia da Cultura, ou nacionais, como os festivais organizados pelas autarquias.

Neste contexto, Óbidos «escolheu a criatividade como motor da sua estratégia de desenvolvimento», segundo a coordenadora das galerias do concelho, Ana Calçada. «O município tem investido de forma significativa na sua estratégia, com medidas e acções concretas», ao envolver «o melhor do capital humano e intelectual, criando programas que se prolongam no futuro. Há um esforço de competitividade territorial que ultrapassa em muito o investimento nacional no concelho», acrescenta.

Aquela responsável diz que «Óbidos decidiu integrar as artes com o seu espaço construído ao apostar na inovação, numa fusão em que a história e a produção criativa estão em estreita relação com múltiplas competências». Só em 2009, os «visitantes controlados apenas nos espaços fechado, foram 19 mil». Não estão incluídos os visitantes de eventos organizados pela autarquia, como o festival Junho das Arte ou o Festival Internacional de Chocolate, por exemplo, que ocupa a totalidade da localidade e atraiu este ano cerca de duzentos mil visitantes. A Câmara de Óbidos tem atribuído à cultural 14 por cento do orçamento global anual (cerca de quarenta milhões de euros).

A terceira edição do Junho das Arte, sob o tema «Arte Pública – Arte entre Muralhas», procura continuar a integração das artes num espaço histórico – as candidaturas para os Project Rooms estão abertas até dia 30 deste mês. O evento realiza-se entre 5 e 27 de Junho próximo. A comissão de selecção é constituída por Filipa Oliveira (comissária convidada), Ana Calçada e Miguel Silvestre (em representação do autarquia). Nas edições anteriores os comissários convidados foram Paulo Reis, em 2008, e Luís Serpa, em 2009.

Published at NS'223/IN#119, Mercado da Arte (70), (Diário de Notícias N.º 51509 e Jornal de Notícias N.º 320/122), 17 de Abril de 2010, Portugal. Vista da exposição Theatron de Pedro Valdez Cardoso, na galeria Nova Ógiva. Courtesy Câmara Municipal de Óbidos

Friday, 16 April 2010

Thursday, 15 April 2010

newsfromlisbon201004


from a public square view a republic or a monarchy are forms of government that became a source of authority, influence, or support, esp. in politics or negotiations in a perpetual renovation

Tuesday, 13 April 2010

Canibalismo cultural de Cristina Lucas

Dominó Canibal é o título atribuído pelo curador mexicano Cuauhtémoc Medina ao projecto de arte contemporânea, em Múrcia (Espanha), no qual a distribuição dos artistas ao longo do ano pretende criar momentos de canibalização estética. Assim, o segundo artista a participar na bienal Proyecto de Arte Contemporánea, Cristina Lucas – depois de Jimmie Durham e antes de Bruce High Quality Foundation –, realizou no passado dia 23 de Março um happening, em que a artista utilizou os elementos recolhidos por Durham para conceber um churrasco. No seu corpo de trabalho, principalmente em vídeo e fotografia, Cristina Lucas (n. 1973) apresenta continuamente uma intervenção estética exercida na apropriação sarcástica de «imagens» de uma variedade de ídolos e estereótipos intelectuais, institucionais e iconográficos, como, por exemplo, as desigualdades sociais em Tú También Puedes Caminar (2006). A transgressão neste novo momento acontece com a passagem de uma suposta disposição exposicional de readymade, concebida anteriormente por Durham, num espaço institucionalizado de poder, para a criação de um evento “relacional” (no seguimento do que é defendido pelo crítico e curador francês Nicolas Bourriaud no livro «Estética Relacional») num espaço externo, nos públicos Jardines del Malecón. O resultado deste «canibalismo cultural» foi gravado e integra a peça de Lucas actualmente em exposição na Sala da Igreja de Verónicas.

Uma pesquisa sobre a memória do espaço
O quarto programa de exposição do espaço Carpe Diem Arte e Pesquisa apresenta os trabalhos Double Lecture de Ângela Ferreira (n. 1958), Abro a Janela e Respiro o Ar Fresco do Fim do Mundo de Álvaro Negro (n. 1973, Espanha), a instalação Invasive Species de Catarina Leitão (n. 1970), o filme e as fotografias A Memória da Memória, de Daniel Blaufuks (n. 1963), e Monólogo Jardim, Palácio Polifonia, um conjunto de trabalhos de Javier Peñafiel (n. 1964, Espanha). A exposição inaugurou no dia 26 de Março, e está patente até ao dia 29 de Maio no antigo Palácio do Marquês de Pombal, em Lisboa.

Published at NS'222/IN#118, Mercado da Arte (70), (Diário de Notícias N.º 51502 e Jornal de Notícias N.º 313/122), 10 de Abril de 2010, Portugal. Cristina Lucas, Tú También Puedes Caminar, 2006 Courtesy Fundación NMAC Foto: C.L.; Daniel Blaufuks, A Memória da Memória, 2010 Courtesy the artist