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Wednesday, 22 April 2009

Luisa Lambri

Fundación RAC (Pontevedra, Spain)
Luisa Lambri

For someone who photographs architecture, Luisa Lambri’s pictures show a distinct universe of the photographed object. The chiaroscuro transcends a personal identity. Her images tend to a poetic expression revealing an apparent sensual reality, where we can find Lambri’s persona in the photographed spaces rather than their architects’.

At the historical centre of Pontevedra, and in a restored house that has been transformed into an exhibition according to contemporary art conveniences and necessities, eleven medium size black & white photographs compose different groups referring to architectural buildings, such as Centro Galego de Arte Contemporánea (Santiago de Compostela), or Casa Serralves (Porto).

Within each construction context, each picture resembles to the former, but with a tiny difference, that is barely visible, and differentiates it from the previous photograph. The images shown at Fundación RAC capture a world – a wall, windows and a corner in the ceiling –, where Luisa Lambri changes the camera position, the angle, or the captured light, almost as imperceptible, in distinctive moments in time. In some, the intensity of luminosity is so affecting that the object blurs into the paper’s whiteness, disentangling it from constrains derived from its own objectification.

However, Lambri’s concerns are about time. She does not document the architect or even has a vision about the architect’s spatial perspective. It is something else, a sort of “dislocation”. She is interested in how shadows and light disturb usually organized places, creating an, almost, cinematographic register. Her photographs are works about perception.

Luisa Lambri photos refer back to geometric abstraction, and to the confluence between that geometrical abstraction and nature. A discourse on the use of light and shadows to achieve a sense of volume when modelling three-dimensional objects. The objects perceived play between geometry and the curves of the human body, between the relations in proportions and surfaces with nature.

They question the landscape, the female body, the figure, the curve – that is nature –, and the relative arrangements of the parts of something – geometry.

Published at Lapiz, Revista Internacional de Arte. Año XXVIII, Núm. 253 (93), April 2009 España © Luisa Lambri, "Untitled (Centro Galego de Arte Contemporánea, #08)", 2008

Monday, 16 February 2009

O espaço próprio do coleccionador

Carlos Róson apresenta o resultado de uma residência da fotografa Luisa Lambri em Pontevedra.

Para quem fotografa arquitectura, as imagens de Luisa Lambri (1979) mostram um universo distinto do objecto fotografado. As suas imagens tendem para uma expressão poética desvelada de uma realidade aparentemente sensual.

Uma colecção reflecte o ego do coleccionador ou do seu mentor. O seu valor é um reflexo da importância, do respeito, da imagem e da confiança do coleccionador em si próprio. Ela transmite uma visão especializada e específica dos gostos e costumes de quem a concebe e edifica. Não é o simples facto de gostar ou mesmo em sentir um interesse, mas de tomar opções contrárias ao preconcebido ou ao gosto pessoal e de inserir uma peça no conjunto, uma obra que irá compor e elogiar esta visão própria de quem colecciona arte.

Carlos Rosón exprime a sua intenção participativa no mundo da arte contemporânea quando apresenta, no seu espaço, o resultado da residência de Luísa Lambri em Pontevedra, Espanha. O convite permitiu a criação de um novo corpo de trabalho por parte da artista, um conjunto de fotografias em que Lambri experienciou um determinado contexto arquitectónico, mas da mesma forma que este poderia ter sido ocasionado por um outro enquadramento espacial.

Um verdadeiro coleccionador tem normalmente uma paixão por arte. A motivação varia e normalmente tem pouco, ou nada, de ganho financeiro – neste sentido os especuladores são os primeiros a procurar outras alternativas em tempos de menor euforia. Assim, esta exposição consciente, ou não, determina o desenvolvimento de um conjunto disperso de peças à constituição de uma colecção, à exposição de motivos e causas determinadoras de condutas, hábitos, ou costumes socioculturais.

O resultado mais visível está no deixar uma marca na sociedade contemporânea. Através de testemunhos, arquivos – da arte – uma colecção transmite a outras gerações os acontecimentos e preocupação de uma época ou de uma sociedade. O mais provável è a cedência ou a doação da colecção a uma instituição museológica, de forma a esta visão ser preservada e mantida intacta. Do mesmo modo como podemos encontrar a persona de Lambri nos espaços fotografados – a sensibilidade da exposição, o captar o jogo entre luz e sombras, o que poderá ser – e não a dos seus arquitectos.

Published at NS'162/IN#058, Mercado da Arte (78), (Diário de Notícias e Jornal de Notícias), 14 de Fevereiro de 2009 Portugal © Luisa Lambri, Untitled (Centro Galego de Arte Contemporánea, 2008 Courtesy: the artist e Fundación RAC